03 outubro 2008

Vai que cola

- Você acredita em amor a primeira vista?
- Não.
(Dê uma volta e vá até ele/a de novo)
- E a segunda vista?

Você pode fazer mudanças em sua vida de duas maneiras. Parabolemos:

Em 2001 me mudei (me mudaram) para a Dinamarca. Peguei o avião, cheguei lá tarde da noite do domingo e o coleguinha gentilmente me levou onde seria a minha residência: apartamento de cozinha/quarto perto do comércio, do castelo e do porto. Feriado nos 2 dias seguintes e eu sozinho, numa (pequena, mas ainda assim...) casa estranha. Pá e pum. Porta na cara - blam! Bem-vindo à sua nova vida!

Em 2008 me mudo outra vez, pra casar. Meses olhando revistas e visitando empreendimentos. Mais alguns meses esperando móveis e curtindo a casinha em finais de semana, basicamente. Aos poucos a gente se acostuma com o king-colchão, os barulhos nos vizinhos, os silêncios e vultos na janela da sala. Aos poucos vamos organizando as gavetas, mantimentos, armários. Consertando os vazamentos, a internet sem fio e a tv a cabo. Descobrindo os cantinhos prediletos e como o aroma do café se espalha pelos ambientes.

Seja como for que a mudança aconteça, o importante é manter a cabeça aberta, a espinha ereta... e o coração tranqüilo.

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Esta tarde Pink, de saco cheio, foi embora às 15h30. Eu às 16h saí pra minha consulta no clínico geral, que também é acupunturista (era o mais próximo em geografia e data). Fui pra pedir exames de sangue (colesterol do Bichinho tá desregulado ainda e eu quero saber do meu, mais glicose, triglicérides, HIV, hepatite, herpes, etc. e o cara ainda incluiu - e será minha primeira vez - urina e ergométrico). Mas o doutor foi me fazendo umas perguntas, se eu sentia isso ou aquilo, se tinha alguma doença e tal, e eu achando que era pra justificar os exames. Aí ele me pergunta se eu gostaria de me tratar com as agulhinhas e eu digo que sim, uai, já que o convênio cobre. Achando que iria embora, eis que ele me encaminha pra outra sala e me espeta todinho! Fiquei por volta de meia hora ali deitado, na meia-luz, com agulhinhas na mão, pescoço, testa, cabeça, tornozelos... e algumas grudadas me acompanham, agora, na orelha. Eita, que foi novidade! Próxima vez eu me boto a contar toda a minha vida pra ver se ele me espeta nos lugares mais certos!

E cortamos o cabelo, eu + Bichinho. 

6 mil comentários:

Serginho Tavares disse...

eu ADORO mudanças!
e cortar cabelo também!
beijos

[Farelos e Sílabas] disse...

...

Mudanças tão necessárias, mas nem sempre bem-vindas. Depende do apego à rotina, ao que nos parece "ainda" fazer bem, etcétera e tal. Mudanças, em geral, tendem a ampliar horizontes. Vida, trabalho, família e sobretudo a nós mesmos.

Gostei dos relatos. Espero que as mudanças sejam como janelas abertas para tapetes de oportunidades nos jardins da existência!

...

Rhaoni disse...

Que bacana... Eu também adoro mudancas, adoro redecorar a minha casa e ajudar na mudanca dos outros.

Eu também me mudei pra casar em 2006, aqui pra Helsinki. Em Londres sempre morei sozinho. Casamento é uma rotina que tem que ser praticada com inovacões sempre que possível.

:)

Cris disse...

Também adoro mudanças, Dú, e mudo tudo o que é físico : plantas, móveis, utensílios, casa, carro. No amor é diferente. Poderia ficar com um só a vida toda.

Beijus Delícias.

Anônimo disse...

He he he.
São mesmo divertidos os textos por aqui.

Jens disse...

Voltei, lépido e fagueiro. Um saco os últimos dias: trabalho - porra, práticsmente fechei o jornal em um dia. Sou f... F..âo. Nos demais, curtindo a ressaca em razão de um desencontro amoroso (estou pensando em dar um adeus definitivo às armas - ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudeleire. Meu destino é sofrer...).
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Tá, chega de choradeira. Bagual é bagual não se entrega assim no más.
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Mudar? Uma observação do Millôr: é díficil mudar a vida de uma hora para outra. Você pode mudar o jeito de pentear o cabelo. Já é um começo.
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Vota na Marta por mim.
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Arriba! Um beijo.