03 agosto 2009

Reinações de Narizinho

Às 5h40 toca o despertador. É domingo e não há tempo a perder. Apenas o tempo de engolir um suco e comer as bombas de chocolate que a Mãe comprou na Vilinha e nos entregou na tarde anterior, quando tomamos o já tradicional café+pão-na-chapa. Mapinha na mão e cópia de segurança no Acerolinha, pegamos a Irmã 2 minutos após o combinado. Uma parada para abastecer e toca rumo ao Leste.

Na estrada o tempo feio e a neblina forte vão aos poucos dando lugar a um sol gostoso. A transição ocorre criando cenários de pintura e a beleza me tira o restinho de sono. Às 8h08 chegamos na Universidade onde ela faria a prova dentro de uma hora. Ela entra. 

Taubaté é ainda uma pequena cidade - diz-se que são 200 mil - e a mim e ao Bichinho só nos resta aguardar. Comércio fechado mas Sta. Teresinha aberta, entramos para a missa. Arquitetura magnífica como quase sempre. Tanto "ouro" e tanta fome. Padre reclama que a internet é o demônio. Deve ser amigo do Sarney. Diz ter notebook, internet no quarto, que utiliza para os sites e afins eclesiásticos. Padrófilo, como diz o Mauricio. Finda a missa, encontramos uma "padaria" (mais pra "bar da esquina"). Café com leite e pão com manteiga - sem chapa (vai saber o que passou por ali?). 

Procuro por Lobato, vislumbrei-o junto à Emília na entrada da cidade e sei da rua Visconde de Sabugosa. Não encontro - sinto que é só, na cidade onde nasceu, mas é muito bacana estar ali. Talvez maiores homenagens na próxima cidade, esta com seu nome. 

Passeamos pela pracinha da Igreja e uma boa surpresa: vários equipamentos de ginástica divertidos, principalmente voltados à 3a. idade sendo usado por todas as outras idades - também nós dois por um bom tempo. Mais um café na "padaria", alguma conversa (sono) e a Irmã telefona. Já sinto saudade da manhã de sol e preguiça, de "contrabando" de figurinhas na praça e de fofocas da cidade pequena. Meio ruim do estômago (não suporta carro/ônibus a menos que esteja ao volante) ela toma um Dramin. E, como sempre, fica "alta". Canta, ri, uma palhaça no banco traseiro, como se bêbada. Uma diversão! Finalmente ela dorme e assim seguimos até às 13h30 quando chegamos de volta. Famintos, comemos lanches na agora sim Padoca e seguimos para a casa dele pra olhar as nossas "filhas". 

Mas elas brigam - e feio e mais de uma vez. Ele é obrigado a separá-las e a dormir por lá para evitar uma terceira agressão. Devem estar confusas sem o chefe da família todo dia por perto. Ele fica muito triste, não sabemos o que fazer e não aguentamos mais ver as bichinhas se agredindo. Por que não dialogam? Por que não fazem uso da Democracia, do voto, pra decidir quem é que manda na bacia de ração? (Fosse fácil, humanos teriam resolvido seus conflitos há séculos...)

Não sabemos quando/se ele vai pra casa hoje. Há ainda rosnados. Há ainda "beijinhos", lambidinhas. Alegrias e tristezas. E segue a vida.

5 mil comentários:

O Gato de Cheshire disse...

E que delicia de vida.... Eu adoro ler vcs pk vcs existirem me da uma coisa boa de que.. É possivel... Obrigado por compartilhar com nós essas deliciosas miudesas... Vcs são lindos...

João Roque disse...

«Tanto "ouro" e tanta fome...»
esta frase caracteriza o poder da Igreja hoje em dia.
Beijo.

DO disse...

Levar as "filhas" pra cadadois nem pensar,né??

Latinha disse...

Caraca.. eu tive um hamster igual a esse do filminho kkk, e o miseravel comeu quase todo o carpete do meu quarto... meu pai quase espulsou eu e o hamster...

Essas viagens são ótimas e espero que as filhotas assinem logo um tratado de paz... Gênio do cão, hein! kkk

Abração e boa semana!

Jens disse...

Pô, Edu, faz um 500 anos que não vou à missa. E então: confessou os pecados, comungou? Espero que sim - a alma da juventude precisa ser purificada com regularidade (a minha não tem mais jeito, vendi para o Anjo Caído que, fdp, não me pagou).
***
O vídeo dos bichinhos me deu duas idéias: churrasquinho e casaco de pele...

Um abraço.