04 novembro 2009

Escorpião


Um dia descobriremos que foi mentira e que o que nos sustentava era pó e que o sentimento foi errado e que minha dedicação era pra nada e que  o Universo falhou e que esperar era em vão e que ter fé foi tolice e que você não me amou e me entreguei pra nada, pra nada, pra ninguém.

A vida pode ser cruel.

Ou talvez descubramos que é verdade e que temos uma base sólida e que o sentimento é puro e que a recompensa é maior e que Deus não se engana e que alcançamos a felicidade e que ter você é um milagre e que eu te amo e te amarei pra sempre, pra sempre,  por nós dois.

A morte será em paz.

8 mil comentários:

João Roque disse...

Que disparate a primeira parte...
Que bonita a segunda...
A morte será em paz, mas daqui a muitos, muitos anos.

Mauricio disse...

Se tudo isso é verdade ou não, o que eu sei é que eu te amo de verdade!!! Só fico triste em não ter entrado na tua vida antes me anjo!

Jens disse...

Coluna 2! Coluna 2! Coluna 2!
***
Agora, permita um elogio: que puta texto, tanto a parte do fel como o mel. A isto chamo ver a vida com sabedoria. Porrada! (no linguajar bagual quer dizer Parabéns!)

Cris disse...

Oi, Du,

Que sensibilidade, ter a completa noção dos dois lados da moeda.Assim fica mais fácil escolher...

Beijão.

DO disse...

Fico com a segunda. SEMPRE!!

Abração,EDU. E muito obrigado pela lembrança!!

tesco disse...

No caso da mentira e do engano, Edu, o futuro pode nos reservar perspectivas melhores, quando nosso ponto de vista é positivo, quando adotamos o pensamento 'pessoano, de que "tudo vale a pena...", quando amamos para oferecer o que temos de melhor sem pensar em troco (quem paensa em troco é comerciante). Assim, caímos no segundo caso, o seu caso. _Abraços.

FOXX disse...

gente
q susto qndo comecei a ler esse texto
ai ai
tenho coração fraco viu, moço?

Serginho Tavares disse...

Segundo a wikipedia "...saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar"...
É este sentimento que tenho quando não estou aqui ou quando lembro que meu amigo tão querido mora tão longe. Mas a saudade passa e dá lugar a certeza de poder encontrá-lo aqui sempre e saber que um dia essa distancia diminuirá, não a dos corações que estão sempre presentes mas sim a física.

Beijos

ps: precisei dizer isto, não tem nada a ver com o texto, apenas precisei dizer!