Estava eu em minha rotineira faxina dentária pós-marmita quando, como
de costume (eu disse que era rotineira), adentra no recinto o
jovenzinho terceirizado do RH cujos olhinhos não me enganam (e nem a
ninguém): é do babado. Daqueles que dá vontade de a gente bater, sabe?
Não por treijeitos, mas por ser chatinho mesmo. Bicha enjoada. Bom,
deixei-o lá retocando a maquiagem e quase que parei no RH pra comentar
com minha amiga Dona S., que me contratou há 20,5 aninhos atrás:
- Fez luzes, o nosso amigo!
Aí num átimo eu pensei:
- Pra quê?
Alimentar preconceitos? Fazer social às custas do outro que não me fez
nada de mal além de me encher o saco pra eu bater cartão (o que durou
3 semanas, logo cancelado pelo chefão daqui)? Não. Se o rapaz é gay,
merece meu respeito. Se ele é chato, devo comentar apenas a chatisse e
tentar desvincular isso de qualquer outra coisa, principalmente a
sexualidade. Porque fogo amigo é desnecessário (e pode sair pela
culatra). Faria ainda melhor se me calasse e tentasse ver algo
posivito debaixo daqueles caracóis recém-oxigenados.
Hmmm... antes eu usava muito "mas", depois cai nos "...mente" e agora
são os hífens. Cachorro-psicopata-quando-na-rua, pós-marmita,
recém-oxigenado. Fases. Mas um dia, quando eu não tiver que postar
correndo por estar na hora do almoço ou com sono, em casa, prometo
fazer um texto coeso.
Ou não, que tirando os meus novos "crocs", não sou muito de seguir pra
onde querem que eu vá. Tá tá... tô posando de gostoso. É falta de
competência mesmo. De ser fashion, escritor, de manter
twitterorkutfacebookblog, o que seja. Então fico nisso café-com-leite
(hífens!) de tentar ser eu mesmo. Facilita minha vida e a de quem me
acompanhar. #beijomeliga.
6 mil comentários:
Ah! se todos fossem iguais a você!!! ;-)
Grande semana super-mega-master-of-the-universe!
Oi Edu, meu amigo politicamente correto preferido:
cada um com as suas preferências sexuais (eu já passei por todas, inclusive com animais quadrúpedes),mas gossip de vez em quando é legal, principalmente no ambiente de trabalho:
- Sabe quem deu pra quem? A (O) fulana(o).
- Bah, que legal. Também quero!
Somos assim, alguns de nós, abjetamente fofoqueiros.
Um abraço.
A propósito dos discursos do Lula, lá embaixo, estou lendo um livro - Palavra de Presidente, da Claudia Wasserman - que estuda os processos de construção da Nação (sei do cacófato) e da nacionalidade no Brasil, México e Argentina, a partir dos discursos de campanha de Getúlio Vargas, Hipolito Yrigoyen e Francisco Madero. Recomendo. Nada a ver com as abobrinhas do Ali Kamel.
aquele coeso ali foi pra mim?
bem se foi, adoro vc coeso ou não
Como é que consegues escrever um texto assim? Ensina-me, por favor...
Abraço.
Cara tenho o mesmo problema que você com um amigo de faculdade... o cara é totalmente cheio dos treijeitos e todo mundo fala mal dele (pelas costas é claro) por causa disso... evidentemente é homofobia isso, até professores já discriminaram o cara na frente de todos... bem não vou dizer que sou amigo dele mas me esforço bastante pelo menos pra não falar mal dele igual todo mundo faz só pelo fato dele ser gay, já cheguei a falar mal dele sim, mas porque ele é muito chato hehe! bom de qualquer forma agente tem que saber separar as coisas...
abraços amigo!
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